Os estudos por trás

Cada teste do Psique apoia-se em instrumentos publicados em revistas com revisão por pares. Estão aqui todos, com link para o artigo original e para o Google Scholar, caso o DOI esteja atrás de um muro de pagamento.

35 referências · 12 testes

Honestidade primeiro: O Psique não é uma adaptação validada destes instrumentos. Os itens estão reescritos em linguagem do dia a dia e encurtados, a amostra de comparação não é representativa de nenhuma população, e os resultados não são um diagnóstico. O que é mesmo real: a estrutura de traços e as relações entre eles vêm desta literatura, não do nada.

🧭 Espectro político

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Feldman & Johnston (2014). Political Psychology, 35(3), 337–358

Base empírica de que a ideologia não é um só eixo, mas vários independentes.

Duckitt & Sibley (2009). Psychological Inquiry, 20(2–3), 98–109

Modelo de duplo processo: duas motivações distintas por trás do conservadorismo.

Eysenck (1954). The Psychology of Politics

A origem histórica de medir a política em dois eixos em vez de um.

🧠 Personalidade Big Five

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Goldberg (1992). Psychological Assessment, 4(1), 26–42

O artigo que fixou os marcadores dos cinco fatores.

International Personality Item Pool (IPIP)

Banco de itens de domínio público de onde se adapta o formato.

Soto & John (2017). BFI-2. JPSP, 113(1), 117–143

Versão moderna do inventário, com facetas revistas.

🌱 Teste de autoestima

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Rosenberg (1965). Society and the Adolescent Self-Image. Princeton UP

A escala original de 10 itens, o instrumento breve mais usado da psicologia

Sowislo & Orth (2013). Psychological Bulletin, 139(1), 213–240

Meta-análise longitudinal: a autoestima baixa precede a depressão, e não o contrário

Orth & Robins (2014). Current Directions in Psychological Science, 23(5)

Como a autoestima evolui ao longo da vida (sobe até aos ~60)

⚖️ Fundamentos morais

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Graham, Haidt & Nosek (2009). JPSP, 96(5), 1029–1046

O estudo que mostrou que progressistas e conservadores usam fundamentos diferentes.

Graham et al. (2011). Mapping the moral domain. JPSP, 101(2), 366–385

Validação do questionário e do mapa completo do domínio moral.

Iyer et al. (2012). Libertarian morality. PLoS ONE, 7(8), e42366

Acrescenta o fundamento da liberdade, ausente na versão original.

💎 Os teus valores

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Schwartz (1992). Advances in Experimental Social Psychology, 25, 1–65

A teoria original dos dez valores universais e a sua estrutura circular.

Schwartz et al. (2001). PVQ. J. Cross-Cultural Psychology, 32(5), 519–542

O questionário PVQ, formato em que este teste se inspira.

European Social Survey — Human Values Scale

Versão usada no Inquérito Social Europeu desde 2002.

💘 Estilo de vinculação

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Brennan, Clark & Shaver (1998). ECR — Attachment Theory and Close Relationships

O questionário ECR original, base de quase toda a investigação posterior.

Wei et al. (2007). ECR Short Form. J. Personality Assessment, 88(2), 187–204

A versão curta validada, em que este teste se inspira.

Fraley, Waller & Brennan (2000). ECR-R. JPSP, 78(2), 350–365

Revisão psicométrica que confirmou as duas dimensões contínuas.

🧘 Teste de inteligência emocional

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Salovey & Mayer (1990). Imagination, Cognition and Personality, 9(3), 185–211

O modelo original: a inteligência emocional como conjunto de competências, não como traço

Wong & Law (2002). The Leadership Quarterly, 13(3), 243–274

As 4 dimensões (própria, alheia, uso, regulação) e a escala de referência (WLEIS)

Joseph & Newman (2010). Journal of Applied Psychology, 95(1), 54–78

Meta-análise: a IE prevê desempenho para além da personalidade e do QI

🤡 Teste do sentido de humor

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Martin et al. (2003). Journal of Research in Personality, 37(1), 48–75

O instrumento original: o Humor Styles Questionnaire e os seus 4 estilos

Schneider, Voracek & Tran (2018). Scandinavian Journal of Psychology, 59(3)

Meta-análise: que estilos andam com o bem-estar e quais com o mal-estar

Plessen et al. (2020). Personality and Individual Differences, 154, 110218

Meta-análise: como os estilos de humor encaixam nos Big Five

😈 Teste de maldade

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Paulhus & Williams (2002). Journal of Research in Personality, 36(6), 556–563

O artigo que definiu a tríade negra como conceito.

Jones & Paulhus (2014). Short Dark Triad (SD3). Assessment, 21(1), 28–41

Versão curta validada (SD3), base do formato deste teste.

🗣️ Teste do pusilânime

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Rathus (1973). Behavior Therapy, 4(3), 398–406

A escala clássica de comportamento assertivo.

Rahim (1983). Academy of Management Journal, 26(2), 368–376

Estilos de gestão do conflito interpessoal.

Hill & Hill (1993). Sociotropy & the need for approval

Necessidade de aprovação e sociotropia.

🎭 Honestidade-Humildade

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Lee & Ashton (2004). Multivariate Behavioral Research, 39(2), 329–358

O artigo que estabeleceu o modelo de seis fatores.

Ashton & Lee (2009). HEXACO-60. J. Personality Assessment, 91(4), 340–345

A versão breve de 60 itens, formato de referência.

hexaco.org — inventario y baremos

Site oficial do inventário, com normas por país.

🕹️ Teste de locus de controlo

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Rotter (1966). Psychological Monographs, 80(1), 1–28

O conceito original: expectativas internas vs. externas de controlo do reforço

Ng, Sorensen & Eby (2006). Journal of Organizational Behavior, 27(8)

Meta-análise no trabalho: o locus interno anda com mais satisfação e melhor desempenho

Cheng, Cheung, Chio & Chan (2013). Psychological Bulletin, 139(1)

Meta-análise transcultural: a relação locus-ansiedade-depressão por país